sexta-feira, 24 de abril de 2009

Porquê? Quero uma explicação



" O que sinto? Será paixão? Será amor? Não será nada? Nada não é de certeza. É algo forte e confuso. É querer tudo e não querer nada. É querer estar longe e perto ao mesmo tempo. É querer o fogo, é querer a água. Escolher o branco e pensar no preto. É contradição, angústia, temor. Não saber o que se quer. Gritar alto e querer silêncio. É a confusão total nos pensamentos!
Quero-te longe, empurrar-te, ignorar-te. Mas ao mesmo tempo, abraçar-te e beijar-te é o que anseio. Que terei eu? Estarei louca? O que sinto afinal?
Os pensamentos rodopiam como um tornado na minha mente. O meu coração está pequeno e fechado. Sinto um nó que se desfaz em lágrimas e tento perceber o que tenho. Que me fizeste para estar assim? Não me lembro de nada. Que fiz eu para me sentir assim?
Sinto-me perdida. Quero tudo e a tudo renuncio. Vejo-te muito triste, porque pensas que não te amo. Não sei que fazer. Sinto, novamente, vontade de te abraçar. Que se passa contigo? Perguntas. Não sei explicar. Respondo. Tudo está baço. Nada tem lógica. Está tudo ao contrário.
Quero entender porque estou assim..."

"Porquê? Quero uma explicação", Joana.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Às escondidas...



" 1...2...3...4...5... Ouvia-o a contar encostado ao pilar de granito, enquanto eu, escondida atrás do arbusto, esperava que o número 10 surgisse.
"10!"- Gritou. Comecei a ouvir passos e deixei-me ficar quieta para não fazer barulho. Começava a ficar com frio mas alguns raios de sol traquinas escapavam por entre os ramos do arbusto, aquecendo-me as pernas. O sol estava fraco e o frio era bastante. Também estávamos no pico de Dezembro! O rio que outrora convidava para um mergulho, agora estava gelado e as gaivotas permaneciam nas margens, olhando-o em busca de algum peixe mais distraído. O avô passou por mim com um molho de lenha para o forno, sorrindo e piscando-me o olho.
Ouvia risos. A Margarida foi descoberta! E o André conseguiu chegar primeiro ao pilar. O André ganha sempre as corridas...
Uma abelha! Que susto que apanhei! Consegui enxotá-la para longe. Comecei a ouvir passos mais próximos: devo ter feito barulho! O meu coração palpitava cada vez mais forte e os meus olhos, inconscientemente, arregalavam aos poucos.
De repente, o Tiago espreita pelo arbusto e eu vejo uns olhos castanhos brilhando na minha direcção. Tinha-me encontrado.
Corremos até ao pilar de granito para ver quem ganhava. A Margarida e o André chamavam o meu nome para me incentivar, mas o Tiago chegou primeiro. Tocou no pilar de granito, olhou para mim, sorriu e disse: Ganhei."

"Às escondidas...", Joana
Desenho por Joana.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Férias de Verão 2008



"Olá!!!=)

Aqui está mais um desenho dos "Friends" nas suas férias de Verão.Este ano, decidiram passar as férias no lago. Neste desenho, apresento-vos mais três personagens. Na cadeira de rodas, está a Diana Disney.É a campeã da turma.A Diana, como o apelido indica, é fã da "Walt Disney Pictures" e como tal, está sempre a par de tudo sobre esta grande empresa. Diana é deficiente motora, no entanto isto não a impede de ter recebido a medalha de prata no Campeonato Nacional de Natação. O seu sonho é de um dia poder participar nos Jogos Paralímpicos. O seu símbolo é uma cabeça de Mickey.
Depois, ao lado direito da Diana, está a Mariana Doçura.A Mariana é estudante de Engenharia Civil na Universidade de Aveiro e é uma rapariga muito divertida e sempre disposta a brincar. Apesar de ser "cheiinha", como os amigos dizem, é dançarina de hip hop e, devido à sua flexibilidade, é perita em "freezes". Ainda possui outro talento: é óptima cozinheira. O seu símbolo é um queque.
Agora passamos para a terceira nova personagem (que se encontra no lado direito da Mariana): o Kiko Surf é praticante de surf e o melhor amigo da Diana. Adora desportos radicais, mas o surf é a sua predilecção. Começou por ter aulas na escola de surf da Praia de Espinho, mas logo se tornou um bom desportista e agora ele próprio é professor. Participa em vários campeonatos pelo país, mas ainda não alcançou nenhuma medalha. No Inverno, para além do surf, pratica também "skating", mas prefere sempre o surf. O seu símbolo é uma onda.

Estão apresentadas as três personagens novas!Espero que tenham gostado!=)

Beijinhos!!!"

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Passeio (Parte II)


"O Verão regressou, e, com ele, as pessoas que pareciam ter esquecido a praia. Cansada do último dia de trabalho, dirijo-me para uma esplanada, onde peço um sumo de laranja. Aqui, com uma música calma de fundo, observo a paisagem. A praia, outrora deserta e fria, tornou-se um mar de gente, que aproveita os últimos raios de sol de um dia quente. Grupos de amigos voltam para as toalhas, depois de um refrescante mergulho no mar e famílias guardam os guarda-sóis, pois ainda têm que preparar o jantar. O mar embala o sol, que se vai despedindo lentamente e que pinta o céu em tons de laranja, rosa e amarelo. Vejo barcos no horizonte: parece que se equilibram num fio interminável e sem rumo.
O rapaz do bar entrega-me o sumo e, juntamente com este, vem um bilhete. Leio-o em voz baixa. Informa uma festa de Verão, esta noite, no bar. Suponho que a banda que está a tocar esteja a ensaiar para logo à noite. Aceito a sugestão e logo penso a quem hei-de telefonar para me acompanhar na festa. Deixo o dinheiro no balcão e saio da esplanada. Procuro, agora, dar o meu passeio habitual pela areia. Há um ano que o faço, desde que descobri a gruta nos rochedos.
Descalço os chinelos e piso a areia. O espraio da onda enrola-se nos meus pés como se me estivesse a saudar mais uma vez. Apanho conchas e búzios que, agora, uso para construir colares e pulseiras. Olho para o cimo da praia. Lá, encontram-se os mesmos pescadores com ar cansado. Aceno-lhes, saúdo-os com um simples "Olá" e sorrio.
Já consigo ver os rochedos e o mar continua a subir, indicando-me o caminho.
Entro na gruta. As cores já estão reflectidas nas paredes e o som do mar ouve-se intensamente. Sento-me e fecho os olhos.
De repente, ouço um barulho. Abro os olhos e vejo uma sombra que tapa as cores da parede, por instantes.
Do lado oposto à entrada da gruta, surge uma voz. Quando olho, para meu espanto, reparo que se trata do rapaz do bar. Senta-se ao meu lado e conversamos até anoitecer. Só nós."

"Passeio (Parte II)", Joana.
Desenho por Joana, baseado numa publicidade da Lacoste.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Um filme do Porto...


Olá! Um novo post...=p
Este é o meu primeiro filme. Intitulado "Um filme do Porto...", reúne as minhas fotografias da cidade juntamente com poemas e textos de alguns escritores portugueses (famosos e amadores): Teixeira Pascoaes, Almada Negreiros, Eugénio de Andrade, De Sousa, Pedro Augusto acompanhadas por uma bela melodia de Rui Veloso e texto de Carlos Tê, "Porto Sentido".
Espero que gostem tanto de o ver como eu o gostei de fazer.
Beijinhos!=)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Gotta go my own way



"I gotta say what's on my mind
Something about us, doesn't seem right these days
Life keeps getting in the way
Whenever we try, somehow the plan is always rearranged
It's so hard to say, but I gotta do what's best for me
You'll be okay
I've got to move on and be who I am
I just don't belong here, I hope you understand
We might find our place in this world someday
But at least for now, I gotta go my own way.

Don't wanna leave it all behind
But I get my hopes up and I watch them fall every time
Another colour turns to grey, and it's just so hard to watch it all slowly fade away
I'm leaving today, cause I gotta do what's best for me
You'll be okay
I've got to move on and be who I am
I just don't belong here, I hope you understand
We might find our place in this world someday
But at least for now, I gotta go my own way.

What about us? What about everything we've been through?
What about trust?
You know I never wanted to hurt you.
What about me?
What am I supposed to do?
I gotta leave but I'll miss you.

So...I've got to move on and be who I am (Why do you have to go?)
I just don't belong here, I hope you understand (I'm trying to understand)
We might find our place in this world someday
But at least for now (I want you to stay)
I've gotta go my own way."

"Gotta go my own way", Vanessa Anne Hudgens and Zac Efron

Há coisas inexplicáveis...



"Há pessoas que se definem em palavras. Há pessoas que se escondem atrás das palavras. Há palavras que devem ser ditas e há palavras que devem ser sentidas. Existem pessoas que escrevem para aliviar a dor, há pessoas que escrevem só pelo gosto. Há palavras que nunca disse, há palavras que já imaginei pronunciar. No entanto, existe uma palavra que não deve ser dita em vão, porque a sua repetição leva ao esquecimento e à vulgaridade. Essa palavra deve ser pronunciada com sinceridade num momento em que estejas a olhar a pessoa nos olhos. Talvez te custará dizê-la ou, então, sairá livremente pelos teus lábios sem te dares conta. É uma palavra simples mas complexa que te fará sentir bem aconchegado, reconfortado e querido.
Essa palavra é "amo-te". Simples, profunda e única. Uma palavra saída do coração que traduz coisas inexplicáveis que nem teorias e equações conseguem definir.
Tentei explicar coisas inexplicáveis, tentei escrever palavras que a descreviam, tentei de tudo, mas nem isso conseguiste perceber.
Há coisas inexplicáveis. Palavras vindas do coração."

"Há coisas inexplicáveis...", Joana.
Desenho por Joana.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Amizade tem destas coisas...



Olá!=)

O meu primeiro post deste ano...eheh. Bem, deixo-vos aqui a minha primeira banda desenhada dos "Friends" com o Ferreira, o Ícaro, a Lola e a Carlita.=) Espero que gostem e que dê para perceber a história...Foi a primeira vez que fiz uma banda desenhada, portanto se não perceberem a história ou acharem que as expressões das personagens não estão coerentes com a situação, avisem!;)
Deixem a vossa crítica para saber a vossa opinião.

Beijinhos!!!!!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Recomeça...



"Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-los em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças..."

Um forte desejo de um Óptimo Ano Novo!!!

"Recomeça...", Miguel Torga
Desenho por Joana.

Joy to the world



"Joy to the world, the Lord has come!
Let earth receive her King
Let every heart prepare Him room,
And Heaven and nature sing
And Heaven and nature sing
And Heaven, and Heaven, and nature sing.

Joy to the world, the Savior reigns!
Let men their songs employ;
While fields and floods, rocks, hills and plains
Repeat the sounding joy,
Repeat the sounding joy,
Repeat, repeat, the sounding joy.

Heaven sings and He brings
All these best things to this world
And we pray, and we say.

He rules the world with truth and grace,
And makes the nations prove
The glories of His righteousness,
And wonders of His love,
And wonders of His love,
And wonders, wonders, of His love."

"Joy to the world", Aly and A.J.
Desenho por Joana.

Inverno



"Querido diário:

o Inverno está a chegar. Não chove, mas a temperatura baixou até aos 3ºC. Encontro-me no comboio preparada para mais um dia rotineiro. Estou agasalhada com um "kispo", cachecol e luvas mas ainda sinto o meu nariz gelado. É nesta altura que começo a pensar nas compras de Natal para a família e amigos e se tenho tempo para enviar postais festivos. Olho pela janela e vejo os campos brancos repletos de geada. Parece que a temperatura baixou mais um bocadinho.
Uma senhora fecha o casaco da filha e coloca-lhe o gorro, preparando-a para sair na próxima paragem. Ao lado, um rapaz ouve música alta. Dá para perceber de que música se trata e, por acaso, agrada-me. Ao fundo, um senhor com os olhos fechados, pende a cabeça para a frente e duas raparigas riem-se sempre que vêem isto acontecer. Ouço conversas sobre praxes, histórias sobre crianças, anedotas e casos mais sérios e, por vezes, tristes.
Penso, agora no que ainda tenho que estudar antes da chegada das férias e no que tenho que estudar durante as mesmas. Exames, trabalhos e apresentações...tanta coisa por fazer!
O comboio parou. Saem e entram pessoas pálidas com nariz vermelho falando e expirando uma espécie de fumo. Sinto um arrepio. Entre essas pessoas destaca-se um rapaz cigano que se senta num banco e liga o rádio dando música ao comboio inteiro. Não gosto das músicas, mas acabo por decorar a melodia de uma delas.
Volto a pensar no Natal e nas iluminações do Porto que vi no fim-de-semana passado. Queria experimentar o ringue de patinagem,mas é uma ideia um pouco maluca, visto que o meu historial com patins não é dos melhores.
Estou quase a chegar. Vou parar por aqui e mais tarde, talvez, volte a escrever..."

"Inverno", por Joana.
Desenho por Joana.

sábado, 10 de novembro de 2007

Saudade




"Combinaram encontrar-se no parque às cinco. O sol raiava fracamente pelas árvores castanho-douradas e o frio lembrava que o Verão passara.
Sentada no banco à frente da fonte, local habitual de encontro, esperava-o ansiosa. Passava pouco das cinco quando chegou.
Ela levantou-se e sorriu. Ele logo se desculpou pelo atraso. Ela voltou a sorrir.
Sentaram-se os dois no banco e começaram a conversar. Há já algum tempo que não o faziam.
Conversaram sobre diversos assuntos de mútuo interesse até que, de olhos brilhantes e sorriso no rosto, ele referiu a paixão que sentia por uma rapariga que conhecera.
Perante a sua confissão, uma lágrima correu o rosto dela, removendo-a, de seguida, com um gesto suave pela sua face.
Ele não notou a reacção da amiga e não conseguiu ler-lhe a expressão dos seus olhos pois ela sorria, ouvindo as suas histórias.
Uma folha caiu sobre as mãos dela. O Outono tinha chegado. A voz do amigo passara a ser um zumbido distante. Os seus pensamentos tinham-se apoderado do momento.
Sentia saudade do que nunca tivera, sentia o vazio no coração e uma vontade imensa de chorar. Queria tê-lo mas não podia fazê-lo; queria dizer-lho mas não possuia palavras para tal; queria abraçá-lo mas o abraço não seria correspondido.
O imaginário, em tempos, tomara posse do real e, agora, tudo lhe parecia tão pequeno.
O vento soprou e ela voltou a ouvir a voz dele. Olhou-o nos olhos e sorriu. Não pronunciara uma única palavra, só ouvira.
As folhas voaram com o vento tal como essa saudade um dia faria, num dia em que o sol voltaria a brilhar.
Tinha saudade. Saudade do que nunca chegara a possuir..."

"Saudade", Joana.