segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Day 8: Share something that you struggle with

Olá! ^_^

Dia 8: Partilha algo com que te estejas a debater.

Ansiedade. Há quase 3 anos e meio que tenho tido crises de ansiedade. É estranho para uma rapariga calma como eu era. A primeira crise ocorreu no dia dos meus anos, em 2012, em Aveiro. O meu namorado estava comigo e comecei a sentir-me tonta, parecia que o chão ia fugir-me dos pés, o meu coração a bater muito depressa, com sede, as mãos a suar, confusa, o corpo a tremer e com vontade de ir à casa-de-banho. Não sabia o que tinha mas sentia-me horrível, como se o coração fosse sair pela boca fora ou se fosse parar de repente. O meu namorado também não sabia o que eu tinha e estava preocupado. Decidi sentar-me à sombra pois parecia que ia desmaiar a qualquer momento. Como não sabia o que estava a acontecer, telefonei à minha mãe que diagnosticou logo a crise de ansiedade. Tentou acalmar-me e disse-me para tentar pensar noutra coisa. Concentrei-me na sua voz e na ondulação da ria e o meu coração começou a abrandar. Regressei ao carro com a ajuda do meu namorado, uma vez que ainda sentia as pernas a tremer,
Este foi o primeiro episódio de muitos outros que se seguiram. A ansiedade afecta cada vez mais a população e atingiu-me também. Ainda não entendi qual o factor que desencadeou esta ansiedade anormal. 2012 foi um ano com muitas novidades e reviravoltas: terminei o mestrado, iniciei o projecto do CianMira, tentei, como o meu namorado, fazê-lo avançar na incubadora da UA, comecei a trabalhar no Visionarium, a doença do João foi diagnosticada... Talvez foi a acumulação de todos eles, mas a ansiedade chegou e parece querer ficar. Os sintomas são bastantes e variados: enjoos, batimento cardíaco elevado, hipertensão, dores de cabeça, cansaço, tremuras, sudorese, contracção muscular, sede, confusão, vontade de urinar, falta de ar, irritabilidade, inquietude...
As crises surgem sem motivo aparente e podem prolongar-se durante vários dias (da última vez que tive crises, duraram duas semanas e meia).
É algo com o qual luto porque impede-me ter uma vida em pleno. Pareço egoísta e egocêntrica ao dizer isto e quando uma pessoa pensa nas doenças muito graves que existem. Não estou a dizer que isto é pior que outra doença, não! Nunca! Mas isto é uma realidade, uma realidade insconsciente e de difícil controlo.
Como luto contra isto? Já tentei muita coisa e às vezes funciona, outras vezes, não. Respirar fundo, apanhar ar, sentar-me e fechar os olhos, ouvir música, rezar, fazer exercício físico, dormir, pensar em alguma coisa que goste, conversar, ser abraçada, chorar... Tudo depende da situação porque uma das características da ansiedade é bloquear-te o cérebro. Tu pensas: "Acalma-te que não há nada a temer. É o teu cérebro a pregar-te uma partida." Mas a outra metade do cérebro bloqueia o teu pensamento positivo e sobrepõe-se com consequências do que estás a sentir. É difícil entender e dar a volta ao cérebro. Às vezes, sinto que enlouqueci. Mas sei que isto tudo são sintomas da ansiedade.

Beijinhos!!!

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